quarta-feira, 24 de setembro de 2014

esfera privada e constância perfeita

Kuyper de modo inteligentíssimo apresentou o mundo como esferas. Temos a esfera estatal, esfera social, entre outras; a privada. Aqui gostaria de explanar apenas duas: a privada e o resto; aquela sobre o interior, e esta sobre o exterior - seja ela qual for.

A questão é que um não está separado do outro. Quando lidamos com o exterior, precisamos lidar com o interior antes, afinal de contas quem entrará em contato com o exterior será seu interior. Não temos uma capa ou um escudo que dialoga com o exterior sem tomar como ponto de partida o eu, o interior.

Não adianta separar, somos o que somos em qualquer lugar e não importa o que fazemos. Estou mais para Parmênides - e não Heráclito, que parece moda ser metamorfose. É necessário entender que há mudanças, mas também há constância. Em algum lugar algo tem que ser constante, senão o ser inconstante também será uma inconstância que em algum momento será constante.

Sendo assim a constância da minha vida privada vai pra todo o resto. Não há separação. E a consequência disto é que a constância da minha vida influencie o resto.

Agora apresento um fato e proponho uma pergunta: vivemos num caos. Onde está sua constância?

O que não muda é que...

"Meus pecados eram muitos
E culpado sou
Mas o seu sangue põe-me limpo
E para a pátria vou" - Saudade, Os Arrais

Danyllo Andrade

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