quinta-feira, 2 de outubro de 2014

repetição vazia

Em computação temos uma coisa chamada programação. Programação são instruções que nós, humanos, escrevemos para que o computador saiba o que fazer. E dentro dessas instruções temos uma chamada "for".

O "for" é um laço onde as instruções que estiver nele serão repetidas até que a condição que foi colocada seja satisfeita.

Bem, assim é como muitos vivem. A vida sempre se repete, e as condições: seja em busca do prazer, em busca de dinheiro, em busca de 'libertação de bens', resumindo: em busca da felicidade.

E assim vive-se a vida, sem mudar nada: sem prazer duradouro, sem dinheiro duradouro, sem uma 'liberdade' duradoura, e no fim das contas, sem uma felicidade duradoura.

O fato é que corre-se atrás do próprio rabo, igual cachorro louco, e quando o pega descobre que não tem nada.

Isso é vida vazia. Não há vida fora do eu, uma vez que o "eu" e a "minha" é tudo. Corre corre corre; e no fim, adivinha?! Nada.

Felicidades!

Danyllo Andrade

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

esfera privada e constância perfeita

Kuyper de modo inteligentíssimo apresentou o mundo como esferas. Temos a esfera estatal, esfera social, entre outras; a privada. Aqui gostaria de explanar apenas duas: a privada e o resto; aquela sobre o interior, e esta sobre o exterior - seja ela qual for.

A questão é que um não está separado do outro. Quando lidamos com o exterior, precisamos lidar com o interior antes, afinal de contas quem entrará em contato com o exterior será seu interior. Não temos uma capa ou um escudo que dialoga com o exterior sem tomar como ponto de partida o eu, o interior.

Não adianta separar, somos o que somos em qualquer lugar e não importa o que fazemos. Estou mais para Parmênides - e não Heráclito, que parece moda ser metamorfose. É necessário entender que há mudanças, mas também há constância. Em algum lugar algo tem que ser constante, senão o ser inconstante também será uma inconstância que em algum momento será constante.

Sendo assim a constância da minha vida privada vai pra todo o resto. Não há separação. E a consequência disto é que a constância da minha vida influencie o resto.

Agora apresento um fato e proponho uma pergunta: vivemos num caos. Onde está sua constância?

O que não muda é que...

"Meus pecados eram muitos
E culpado sou
Mas o seu sangue põe-me limpo
E para a pátria vou" - Saudade, Os Arrais

Danyllo Andrade

sábado, 2 de agosto de 2014

seguro vou, na realidade.

A realidade é triste. A vemos todos os dias em nossas casas: na televisão, nas ruas, no trabalho. Ela não só invade, como faz parte das nossas vidas. A realidade não é apenas o que vemos e sentimos, mas está além de nós. Nesse mundo não temos esperança, por isso vamos encontrá-la além de nós. Nós que fazemos a realidade aqui, e aí está o motivo da esperança não ficar aqui.

Por isso não me iludo, e nem acho que você deveria se iludir. O mundo é o seguinte: pessoas (tanto civis quanto exército) mortas a troco de nada, aviões sendo derrubados por facções para gerar guerras, vírus mortal se espalhando pelo mundo. Esse é o retrato de onde vivemos.

O homem traz em si algo perverso, e não precisa ser deísta para crer nisso. Por outro lado temos famílias vivendo em harmonia: pela manhã vamos ao trabalho, levar os filhos à escola; quando chega à noite para o jantar, só começamos a comer quando estão todos postos à mesa, para comermos juntos. Têm aqueles outros que preferem não sentar com a família, mas pegam o que têm e levam para um que não tem.

Parece pessimismo, mas é realidade. Ela é malvada e sangrenta. Mas não precisa continuar assim. Esse é o mundo.

Sou realista, mas esperançoso.

Não temos esperança aqui na terra, não temos perfeição. A esperança vem de algo além de nós e nos transforma de forma que a realidade também sofre com nossa mudança.

Mas enquanto isso...

"Seguro vou em Tuas mãos
Sei que tudo isso passará
Em Tua graça eu vou" - PalavrAntiga


Danyllo Andrade